viajava a pé. Tinha aparência assustadora. Seria difícil encontrar alguém com aspecto
mais miserável. Era forte, de estatura mediana. Parecia ter de quarenta e cinco a
cinqüenta anos. Na cabeça, um boné com aba de couro. A camisa, de tecido grosseiro,
mal fechada deixava ver o peito cabeludo. Calças esfarrapadas. Sapatos sem meias.
Nas costas, um volumoso saco de viagem de soldado. Trazia na mão um cajado
de madeira, cheio de nós. Cabeça raspada e barba crescida. O suor e o pó da estrada
tornavam sua aparência ainda pior.
Tinha aparência assustadora. Seria difícil encontrar alguém com aspecto
mais miserável. Era forte, de estatura mediana.
Chegou à cidade francesa de Digne. Lá, ninguém o conhecia na cidade. Como
era hábito na época, passou na Prefeitura para se identificar. Apresentou seu documento,
uma espécie de licença, exigida para viajar pelo país na época. Em seguida, procurou a
melhor estalagem local, de propriedade de um tal Jacquin Labarre. Os fogões estavam
acesos. A lareira aquecia o ambiente. Labarre preparava o jantar destinado aos hóspedes.
Quando ouviu a porta se abrir, sem tirar os olhos do que estava fazendo, perguntou:
Nenhum comentário:
Postar um comentário